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PENSE BEM ANTES DE PEDIR UM VÍDEO DE IA PARA DIVULGAR SEU BAR OU RESTAURANTE.

Foto do escritor: Omiller Tavares
Omiller Tavares
8 de set.
2 min de leitura

A internet virou um festival de tentativas (muitas vezes até idiotas) de se sobressair quanto aos concorrentes, mas de maneira preguiçosa, barata e muitas vezes sem medir nada das consequências. Você abre o feed esperando ver a foto de um prato apetitoso, o clima de um balcão bem frequentado ou um bartender preparando um coquetel autêntico, e o que recebe? Uma voz metalizada com sotaque neutro, narrando um texto preguiçoso sobre uma imagem artificial com mãos de seis dedos e iluminação de videogame. Ontem mesmo dia 06 de Setembro de 2026 - Domingo, (levando em consideração a data em que estou escrevendo o blog, dia 7 Segunda, eu estava dando uma olhada em um bar para poder sair um pouco da rotina, e rolando o feed do Instagram, fiquei indignado em me deparar com a maioria dos posts mais recentes serem criados por IA, avatares perfeitos com a mesma entonação de vós, trejeitos e dando uma de que são membros frequentadores do estabelecimento. AAAAAH pelo amor de Deus! Sem chances!!! Parece que o bom senso, foi substituído pelo deslumbramento cego com a tecnologia. Vamos falar a verdade: Vídeo gerado por IA para negócios locais não transmite sofisticação; transmite desespero e preguiça. Bar, restaurante e vida noturna vendem experiência humana, atmosfera e confiança. Ninguém escolhe uma mesa para o jantar porque achou lindo o avatar digital fingindo que comeu um risoto. A decisão do cliente acontece pelo detalhe real: o Barulho do ambiente, a fumaça saindo da chapa, a textura da bebida no copo suado e o atendimento de quem está ali dando a cara pelo negócio. Quando você recorre a atalhos sintéticos para falar do seu próprio espaço, a mensagem que passa para o público é direta e perigosa:

Primeiro: falta de verdade. Se até a apresentação do seu espaço é falsa, por que o cliente acreditaria na procedência do seu cardápio ou no padrão do seu serviço?


Segundo: descaso com a própria marca. Se o próprio dono não se dá ao trabalho de apontar uma câmera e registrar o que construiu, quem vai se importar em visitar? Terceiro: erosão da confiança. O público percebe a farsa em dois segundos. E uma vez que a sensação de engano se instala, a credibilidade do negócio vai para o ralo. Tecnologia existe para otimizar processos de bastidores, gerenciar dados e cortar tarefas repetitivas. A fachada e a alma do negócio continuam precisando de gente. Então vamos lá! Pegue um celular, ajuste uma luz decente, filme o movimento real da sua casa, mostre a equipe em ação e fale com a sua própria voz. O imperfeito autêntico constrói reputação e tem potencial de encher salão; a perfeição plástica da inteligência artificial só gera constrangimento e afasta quem valoriza uma experiência de verdade.

 
 
 

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